terça-feira, 27 de setembro de 2016

A Eurico Alves

Cleber Couto
27.09.16
Como pode, Eurico?!
Estar eu no mesmo lugar
Onde estavas
E não  ver?!
E não ver
Como vistes, com teus olhos de poeta,
O pulsar da sertaneja Princesa e suas gentes?!
Gentes simples
Mas, repletas
De Paixão e esperança.
Vejo a praça!
Mas, onde andam:
Os carros pretos
As donzelas e o cinema?!
Todos distantes!
Descaracterizados, enclausurados e/ou correndo.
Pra justificar até
Argumento:
Estou perdido entre tantos fonfon’s
Velocidade, movimento
Mas, bem sabes,
Me falta é sensibilidade

É talento.